domingo, 14 de abril de 2019

MI ÚLTIMA GRANDE HEROÍNA

Hoy, Domingo de Ramos coincidentemente, ha fallecido mi última grande heroína, mi querida y entrañable Tía Patria, como cariñosamente siempre la llamé, aunque su nombre era Patricia. 

En los últimos años, dada la necesidad que tuve de emigrar de mi país, tuve muy poco contacto personal con ella, pero siempre que retornaba, le dedicaba su tiempo, sin estar presente la ayudaba en todo lo que podía y estaba al tanto de cuanto ocurría con ella. 

Soñaba con encontrarla para la próxima vez que fuera al país, aunque de la última vez tuve una experiencia amarga con ella: no me reconoció. A veces viajaba en el tiempo y me veía como yo soy o como yo era en su casi fantasia mezclada con sus recuerdos, otras, iba más lejos y no me divisaba. 

Pero no me dio tiempo. No alcanzaré a verla nuevamente, cosa que me había propuesto, mismo que fuera de lejos, aunque ni supiera quien yo era, eso era irrelevante.  

Si de algo tengo certeza es que se fue de este mundo muy consciente de saber cuánto la quería, de cómo aprendí a adorarla desde niño. Ese amor fue recíproco. No tengo dudas de lo yo que representaba para ella. 

Llegué hasta pensar que ella fingió el hecho de no reconocerme. Era como una especie de despedida. Quería evitar que sufriera con su ausencia. Pretendía que la olvidara. Solo que ella no sabía que eso era imposible. El olvido no tiene la menor asociación con este caso. 

Tengo un arsenal de momentos buenos para recordar, la mayoría vinculados con mi maravillosa infancia y mi primera juventud, de la cual ella hizo parte muy significativa. 

Yo siempre me orgullo de contar para mis hijos y personas que me preguntan, que si algo hubo en mi familia siempre fue mucho amor, mucho respeto, mucha colaboración. Afortunadamente, hemos conseguido mantener vigente esa bandera del océano de amor en las generaciones que hoy hemos envejecido y en las que nos han sucedido. 

Fueron 93 años recién cumplidos y me pregunto: ¿qué fue lo que no vieron y experimentaron esos largos decenios? 

Sé que pasó dificultades, que tuvo muchas pérdidas del alma, que por momentos llevó una vida medio que, en soliloquio, encerrada en sus pensamientos, reservada, estoica. 

Fui de lo más próximo que tuvo, aunque como ya dije, distante por los caminos que la vida me llevó y de los cuales solo tengo a agradecer, pese a todo y pese a todos.  

Lo que me resta de vida será insuficiente para expresar mi gratitud  por la vida que he tenido, con todo incluido. 

No me cansaré de agradecer a Dios por las oportunidades, por la luz y por la sabiduría que me ha proporcionado, por conducir mis pasos de la forma en que lo he hecho. 

Y con certeza, entre todo lo que tengo para agradecer, está el haberme dado una tía, como mi Tía Patria. 

Esta madrugada, una parte muy valiosa de mi infancia, también murió. Se fue.

¡Qué Dios te bendiga mi amor! 

EPD Patricia Sandoval Toca. La Habana, 14 de abril de 2019. 

domingo, 17 de fevereiro de 2019

VIDA

Hoje, já bem próximo de cumprir mais um ano em este plano material - espiritual, gostaria de refletir, compartilhar sobre algumas coisas que aprendi e que tem dado certo para mim.

A vida tem me demonstrado, que nem sempre é necessário destruir para construir. Sempre haverá áreas virgens, terrenos ermos e até zonas inóspitas como pântanos, possíveis de secar, adequar, modificar, ou seja, lugares para edificar  fortalezas, encontrar o teu espaço, construir novos objetivos, sempre se encontrarão. Sobram. 

Muitas coisas se destroem pelo tempo ou até  pelo seu próprio peso.  

Para conseguir certos propósitos,  a maioria das vezes é mais inteligente não lutar de forma evidente contra coisas, não enfrentar pessoas explicitamente, e isso não se deve confundir com covardia, com compactuar, pelo contrário, senão enxergar a finalidade desde uma outra ótica: LUTAR PELAS COISAS, centrar o FOCO em metas, canalizar os esforços para o lado mais produtivo. 

Há muitas formas de lutar contra pessoas e contra determinados acontecimentos, que até parece que não se está encarando uma situação ou um adversário.

Traçar estratégias com fins precisos, definir bem as etapas, consolidar a firmeza  dos degraus, mas com métodos adaptáveis aos estímulos que aparecem na caminhada. Superar o alcance que  determinadas pessoas acham que têm para decidir sobre o teu destino. Isso faz uma grande diferença.

Para aqueles que ocupam o tempo questionando e achando sobre os outros, é bom "contribuir" com eles, oferecê-lhes iscas para que continuem perdendo o tempo e por enquanto, você vai ganhando o seu e afastando de si, fatos e sujeitos que não precisa no seu caminho.

Não perca a perspectiva no "relacionamento" com eles, de nunca fazer nada com o intuito de esclarecer, senão de confundir. Vai na minha, que vai se sentir mais livre e leve para andar na vida.

Lutar contra coisas ou contra pessoas pode ser em extremo desgastante. 

Pessoas e coisas que se resistam a crescer e mudar, convictas de que estão certasconfortáveis ou cegas com sua condição podem permanecer no lugar onde estão. O importante é que lá na frente, do outro lado ou até na contramão, estará o adubo suficiente para germinar a tua semente. 

Com os anos aprendi que usar,  ignorar e até fazer o jogo a pessoas ruins, não é nada indevido. 

É como se a vida te perdoassenão te cobrasse por isso que pode até parecer uma  ação o um pecado, quando no fundo, você simplesmente se liberou de um encosto, que sempre estará pronto e disponível para receber novas vítimas, as que finalmente, tentará sugá-las, azucriná-las e adoutriná-las.
  
A vida é cíclica e ao mesmo tempo uma espiral em ascensão. 

Esses indivíduos que entram na categoria de Projetos para o Mal, tentarão uma e outra vez de sufocar a novos alvos e demonstrar que as coisas têm que ser feitas do jeito deles, porque você foi catalogado como ser inferior e terá que ser castigado mesmo sem motivos, só para sustentar ego e má índole.  

Muitas vezesesses Esquadrões das  Maldades nem perceberão que ficaram para trás.  Maus sentimentos e misérias como raiva, ódio, inveja, ambição desmedida, os cegarão cada vez mais, mesmo eles achando que estão mais esclarecidos do que nunca e mais certos do que ninguém . 

A vida me ensinou: a pouco me importar  com aqueles que não agregam nada na minha vida e não me refiro à questões materiais, falo de valores, conhecimentos, experiências e ensinamentos fundamentalmente, a não me deixar debilitar  por quem tentou me atingir, me fazer mal. A nem tão sequer me interessar em demonstrar para eles que eu triunfei, que eu venci, que eu estou  na frente, mesmo quando aparentemente parecera que estou regressando. 

Vive-se para a gente.
  
Vive-se para fazer o bem aos outros.
  
Vive-se para se proteger dos outros. 

Vive-se para andar e criar com os outros 

Vive-se, para junto com quem merecer, construir e avançar. 

quê é a vida? 

Eu também exatamentenão sei o que é. 

Mas sei que ela está composta de  dor, felicidade, prazer, satisfação, emoçãodoençasaúde, problemas, soluções, fracasso, sucesso, aprendizado, amor e luta. 

Sem temor a me equivocar, posso dizer que o melhor que a vida me mostrou e me mostra à diário, é que é muito bom viver e ter vivido tudo o que  vivi. 

melhor da vida, está por vir, para mim e para todos, inclusive, para “aqueles” se desejarem refletir. 

Ao longo da minha vida, eu já conheci muita gente ruim infelizmente, mas em compensação desfrutei da companhia, da proximidade, da amizade e da beleza espiritual de tanta gente boa, cujo número e infinidade me faz acreditar no ser humano, me faz sentir feliz, me faz ser otimista e sempre ter esperanças.

Mas, achar a medida certa da precaução, do cuidado, da ousadia, da força, da valentia, do tempo será bem-vindo e a inteligência da vida te recompensará.

Obrigado.