quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um dos meus amigos (6)


Os fatos que originaram esta crônica são bem recentes e como no caso das anteriores, também preservarei a identidade daquele que atiçou a minha inspiração.

Este meu amigo é recém saído de uma relação amorosa, que se alastrou por vários anos.

Durante todo este tempo, ele teve uma vida sexual ativa, mas sempre com a mesma namorada e estava acostumado com a dinâmica do ato sexual, que mesmo que digam e que algumas pessoas se esmerem em trazer coisas novas para o momento, o leque é finito e geralmente as ações são preconcebidas, pre-imaginadas e farto conhecidas.

Acabou, logicamente, de forma conturbada, a relação depois de tanto tempo e para variar a menina sentiu que perdeu todos estes anos, albergando uma ilusão, uma esperança.

O meu amigo estava no início, logo após a separação, um pouco - bastante abatido, mas com ajuda dos achegados, levantamos o ânimo (lembrem que o ânimo dos homens muitas vezes está situado entre as pernas) e ajudamos a que levantasse outras coisas também, como a auto-estima, a alegria, etc.

Pouco depois, acostumado com a proximidade feminina constante, se envolveu num novo relacionamento, com uma garota que teve um passado similar ao dele, ou seja, saída de um relacionamento longo e os dois começaram uma linda história de amor, com saídas para comer, passeios, cinemas, mas “daquilo” nada, até que surgiu o tema e combinaram um dia, após um determinado evento, para irem a um motel e ..”pimba”.

Ele estava apreensivo pela novidade, queria fazer o seu melhor, depois de tanto tempo acostumado com o B A BA, queria causar uma boa impressão. Estava imaginando se ela iria gostar dele sem roupas e coisas do gênero.

Bom. Chegaram a o lugar do “Crime” e tudo rolou muito bem. Ele gostou dela. Ficou meio impressionado com a exuberância das curvas, já que a ex era mais reta e a atual por sinal era bastante fogosa e isto o animou bem, até o ponto de elevá-lo até as nuvens.

Ela parece que gostou do que viu, não sei se foi do cumprimento o da grossura, mas me poupe destes detalhes, não fazem parte da minha preocupação, nem imaginação, mas em se falando de imaginação, ao parecer, ela gostava de alimentá-la e saberão por quê.

Há pessoas que mesmo se sentindo satisfeitas com o sexo com o parceiro ou parceira, estão acostumadas a se auto-satisfazerem e a nossa amiguinha era destas. O meu amigo foi até o frigobar e pegou uma garrafinha de água com gás e a colocou perto da cama, continuaram na brincadeira, que não eram mais preliminares e sim posliminares.

Num momento determinado ele precisou ir ao banheiro e a deixou sozinha na cama e ai ela deu rendas soltas à imaginação, começou a se masturbar e conseguiu finalizar antes do meu amigo retornar. Quando ele voltou, ela estava “desfalecida” na cama, extasiada e próximo dela havia muito líquido por cima dos lençóis.

O meu amigo, que teve poucas experiências com diferentes mulheres, desconhecia que algumas delas conseguem liberar, tanto ou mais fluido do que certos homens, como resultado da ejaculação, é uma dádiva que não muitas conseguem e na ingenuidade, ele comentou para ela que a garrafinha de água tinha se derramado.

Aquele foi um grande mico!

A relação não superou este encontro. Alguma coisa falhou, fundamentalmente, do lado dele. Acredito que agora ele quer só experimentar e se libertar daquela opressão que viveu durante anos.

Hoje liguei para ele e perguntei se tinha encontrado outras garrafinhas de água mineral, ou seja, esta era uma contra-senha entre nós para falarmos do tema de ter “arrumado” alguma coisa e respondeu que depois daquele caso, já teve “finalmente” com duas, mas que nestes casos não encontrou regadoras, senão que a irrigação ficou só pela parte dele.

Grande abraço meu caro jardineiro.

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