terça-feira, 28 de abril de 2015

NÃO

Me irritam as pessoas que iniciam uma fala, sempre com a palavra: "NÃO".

Absurdamente, dizem NÃO, até para concordar, para consentir, para te apoiar.

É o vício da correção, da última palavra, da possessão da razão.

Dizem NÃO, inclusive para elas mesmas, quando inconscientemente perambulam por um tapete com inscrições cheias de "SIM".

Elas dizem "NÃO" por amor à contradição.

O NÃO para elas, é quase uma arma, quase NÃO, é uma arma de proteção, um recurso de tempo para estudar uma resposta, adotar uma posição, para tomar partido ou NÃO.

Seria excesso de precaução? Medo de errar, de se comprometer?

Eu também sei dizer Não.
Eu também digo Não.

Quando faz falta,
Quando realmente é Não.

Gostaria que essas pessoas ficassem bem longe de mim.
Que desfrutassem das suas negativas, negações e negatividades no além.
Lá, na PQP, por que NÃO?
Onde possam ser felizes com o seu NÃO, aquele mesmo que NÃO me faz falta alguma, a NÃO ser quando obviamente, se justifique.

NÃO quero te ouvir dizendo NÃO, nem coisa nenhuma!
NÃO me incomode,
NÃO me amole,
NÃO me fale,
NÃO me procure,
NÃO olhe para mim!

Porque eu SIM te detesto;
eu SIM te rejeito;
eu SIM te bloqueio;
eu SIM te demonstro a minha desaprovação;
eu SIM me afasto e
eu SIM tenho muita pena de você!

Reflexões: Perdido.

FOI VOCÊ QUEM SE PERDEU DE MIM, SEI LÁ POR QUE?

FOI VOCÊ QUEM ME PERDEU E ME FEZ UM GRANDE FAVOR.

FOI VOCÊ QUEM SE PERDEU E EU SÓ LAMENTO.

EM FIM, FOI VOCÊ QUEM PERDEU E EU NÃO ME IMPORTO.

Nota: Viajando nos versos da letra da música Você Perdeu.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Depende de Nós!

Toda vez que ouço ou lembro-me dessa canção, escrita pelo grande Ivan Lins, não consigo deixar de sentir emoção e nostalgia.

Para mim, sempre estará associada a uma atividade de fim de ano leitivo, que aconteceu na escolinha dos meus filhos, no maternal, quando estavam com aproximadamente 03 anos e a turminha deles ensaiou uma apresentação, na qual entoavam, mesmo sem quase entender, ao menos assim eu acredito, a letra e a melodia, com uma paixão e uma alegria, que só conseguiu arrancar lágrimas dos que presenciávamos aquela maravilha de ternura, inocência, de curiosidade, de avidez pela vida.

Palavras sábias, frases que ganharam a eternidade:

Depende de nós 
Quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
...”

Hoje, chegou a vez dessa realidade ter se incorporado ao dia a dia dos meus filhos. A infância ficou para trás e o presente-futuro depende fundamentalmente deles, mas também de nós, que como pais não deixaremos de ajuda-los a viver.

Na faculdade é diferente. Ninguém fica por conta de você, do teu aproveitamento escolar, da tua conduta. Isso pode provocar distúrbios, desequilíbrios.

Eu não lembro ter tido esse tipo de reação, quando aconteceu a passagem do ensino médio para o superior, mas lembro do "baque" que tive quando finalizei a engenharia, vi que todos nos despedíamos, fingindo ou aparentando que estávamos prontos para seguir a vida. 

Estava entrando num universo raro, de competição diferenciada, de relacionamentos com matizes às vezes complicados, de responsabilidades, de surpresas e que hoje mais próximo da aposentadoria e pensando que já vi muito ou quase tudo, me deparo com situações e comportamentos inimagináveis.

Depende de nós 
Se esse mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem (ou essa mulher) tem feito
...”

Isto é só um pretexto inconsciente, simplesmente uma ocasião para lembrar que o ciclo da vida se repete, que o desenvolvimento em espiral é real, que aquelas criaturinhas indefesas ainda precisam de nós , pese a termos que falar com eles olhado para cima e que em poucos anos, gerarão outras criaturinhas que nem eles foram, que nem nós fomos um dia e que ainda preservamos muito delas, Graças a Deus, das pessoinhas que um dia já fomos e que por natureza, cada dia vamos mais ao encontro delas.

Os velhinhos são só crianças com experiências, no melhor dos casos, quando não se perdem as habilidades de reter conhecimentos, cheias de fragilidade e impedimentos, se despedindo da vida, mas com muitas ganas de viver. Do belo que é viver, é dai que eles tiram as forças.

Que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar


Que viva a continuidade! 
Que vivam as rugas! Perai, rugas não, ai é palhaçada!
Então: Que viva a VIDA!

terça-feira, 17 de março de 2015

Circuito das estações. Outono.

A empresa onde trabalho organizou um programa global de competição entre as diferentes unidades do grupo, visando melhorar o condicionamento físico de seus colaboradores e ao mesmo tempo se inserindo numa iniciativa mundial de luta contra o câncer.

Eu me aderi à causa e dentre as diretrizes presentes no programa, há todo um conjunto de metas a serem fixadas por cada participante, orientadas à prática de atividade física e à melhoras nos hábitos de alimentação.

A nossa equipe decidiu participar no Circuito das Estações de 05 e 10 km, que teve lugar no dia 15 de março de 2015 no circuito da orla da Lagoa da Pampulha.

Sem mentir, fazia mais de 20 anos que eu não corria, mas me mantinha regularmente fazendo caminhadas e sou assíduo da musculação.

Dez dias antes do evento fiz a primeira tentativa, para testar a minha aptidão e qual não seria a minha surpresa ao constatar que não conseguia correr 500 metros. Fiquei simplesmente alarmado e faltavam poucos dias para participar da corrida. Já tinha a palavra penhorada.

Decidi então me propor todos os dias, ou sempre que possível, à noite, depois do serviço, treinar aos poucos e ver os avanços na minha preparação.

Fui progredindo paulatinamente, com desafios na medida do tempo que dispunha e superando também o que eu achava que eram os meus limites. Passei pelas diferentes etapas: 2 km, outro dia consegui 3,5 km até que no último dia da preparação consegui correr com relativa tranquilidade 4,8 km. Já estava pronto para enfrentar o circuito dos 5 km.

Feliz e apreensivo.

Não demorou muito e chegou o dia “D”.

Gostei muito do ambiente que circundava o evento. Respirava-se saúde, camaradagem, felicidade, realização e eu fiquei contagiado com o clima.

Por causa do elevado número de participantes e pela quantidade de ruas fechadas ao trânsito, tive que estacionar o carro a aproximadamente 03 km do lugar da largada, o Ponto Zero.

Para chegar a tempo de pegar o chip e poder participar da prova, boa parte dessa distância a tive que percorrer correndo.

Felizmente, tudo deu certo e até encontrei com os meus colegas de empresa e fizemos a conveniada foto do antes do cansaço.



A largada foi dada e lá fui eu para a minha estreia nas corridas de rua.

Tudo transcorreu conforme previsto até completar os 04 km. Para surpresa de todos e quase que parecendo pegadinha, o último km reservava dificuldades impensadas.



Primeiramente, uns 450 metros de subida, por uma rua mal asfaltada, de pedras e escorregadia. Esse trecho a maioria dos corredores o venceu andando. Depois viriam uns 250 metros de descida, o suficientemente íngreme, como para não descer sem tomar as devidas precauções e logo no final do quarteirão, o tão apreciado asfalto da avenida da orla. Mas isso não significava o fim da corrida, porque ainda restavam 300 intermináveis metros.

Parece que a organização do evento me passou esse número 1492, como para sutilmente indicar que sou velho, que estou velho, que quase vim com Colombo na época do descobrimento do Novo Mundo.

Em fim, objetivo cumprido: Cheguei.



Fiz um bom tempo para um estreante: 28 minutos.

Encontrei depois da corrida casualmente, com vários amigos que nem eu sabia que também tinham esse hobby. Foram muito reconfortantes todos aqueles abraços.



Os 03 km que restavam para chegar até o meu carro, duraram uma eternidade. Estava visivelmente cansado e parece que pisei em falso algumas vezes no último km e as dores na perna direita começaram.



Essa noite não consegui dormir, mas não foi da emoção, senão das insuportáveis dores que quase me fizeram ir para o hospital na madrugada, mas que  pouco a pouco foram cedendo.

Ao todo, no dia eu andei 11 km, dos quais uma boa parte foi correndo. Nada mal para quem até 10 dias atrás mal conseguia correr meio quilômetro.



Lembrei de um velho ditado que disse: "galinha que acompanha pato, morre afogada" e confesso que me senti desse jeito, só que este GALO - C.A.M aqui, é bastante corajoso, não desiste nunca.

Continuarei acompanhando os patos, porque peguei o gosto pelas corridas e não morrerei afogado, senão que pretendo um dia chegar com e antes de muitos patos.

Que venham as 04 estações! Me aguardem! O Vivaldi das pistas chegou.

(Será?).

quarta-feira, 11 de março de 2015

Planejamento de Projetos Internacionais.

Recentemente eu fui convidado para oferecer uma palestra, para alunos de Pós-Graduação sobre aspectos acadêmicos referentes à Engenharia de Planejamento de Projetos Internacionais, incluindo a minha experiência nesta modalidade de projetos, que indiscutivelmente têm suas peculiaridades, além dos muitos pontos comuns que possuem com os projetos convencionais de carácter mais restrito ou locais.

Para a exposição do tema elaborei o material que já está disponível para ser acessado por todos os interessados no assunto, mas as minhas experiências pessoais foram poupadas do artigo publicado, mas sim foram abordadas no ambiente da palestra.

Se alguém estiver interessado em compartilhar seus pontos de vista com os meus ou conhecer outro olhar sobre o assunto, tenha uma boa leitura no link a seguir:

http://www.administradores.com.br/artigos/academico/engenharia-de-planejamento-em-projetos-internacionais/85582/

segunda-feira, 2 de março de 2015

Reflexões 2015, 2016, 2017, 2018

Todos vaticinaram um 2015 funesto para o Brasil, para a economia do país e ao parecer e infelizmente, o nível de acerto está superando as estimativas, após terem sumido dois meses do ano amaldiçoado. 

Por enquanto, só tem mais podridão aparecendo, ficando mal resolvida e sem esperanças de soluções.

Ao mesmo tempo, fala-se e falou-se muito sobre a recuperação para 2016.

Eis agora a minha pergunta: Alguém poderia apresentar um único motivo que me faça entender o porquê a situação deve melhorar para 2016? Está prevista alguma mudança da equipe que fará as coisas acontecer ou é que alguém acredita que aqueles mesmos que hoje estão agindo da forma que todos estamos vendo, por arte de magia, começarão agir diametralmente oposto, sem mentiras, de maneira honesta, correta, assertiva?

Sempre as pessoas porfiam em dizer que aqui no Brasil não vai acontecer o que aconteceu em algum outro canto do mundo, às vezes bem próximo geograficamente. Sobre quais bases as pessoas têm essa certeza?

Será muita falta de imaginação minha ou excesso de criatividade dos otimistas?

Eu acredito ser uma pessoa otimista. Eu quero muito colaborar para que as coisas melhorem. Não quero que aqui aconteçam as barbaridades que estão surgindo, acontecendo e erros históricos se repetindo aqui e em países vizinhos.

Ficaremos só no fatídico 2015 ou teremos que nos preparar para décadas de desgraças, só pelo capricho ou ambição de alguns homens ou algumas mulheres, que se intitulam defensores e representantes da vontade de milhões, quando muitos desses milhões, nem sabem a ciência certa qual a sua verdadeira vontade? Confundir vontade com limitação de escolha, não será nunca a aspiração de um ser humano digno e racional.

Pesquisem bastante sobre outros modelos de sociedades que se nos apresentam como ideais ou melhores e tirem suas próprias conclusões. Ainda há tempo para pensar, raciocinar, se expressar. Depois você perde até a capacidade de imaginar, de sonhar.

Procurem saber. Não nos deixemos levar pela soberbia, o obscurantismo. 

Sem economia não há política. Podem até não concordar comigo. Agora, pensem num país com economia deplorável, péssima e com um sistema politico que se preze?

Amanhã pode ser muito tarde!

Mas,