segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Artigo: Gerenciamento e Administração do Medo.

A importância de saber gerenciar o comportamento perante o medo.

A necessidade do autoconhecimento para administrar os recursos de luta contra o medo.

O medo devora a alma. E nós somos em boa medida: alma.

Vantagens da luta para vencer os medos.

Medo de avançar, de lutar, de viver, de se apresentar, de ser, de se defender, de se posicionar.

As máscaras e disfarces do Medo.

http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/gerenciamento-e-administracao-do-medo/49567/

Aprender a gerenciar e administrar os medos, se não for uma das maiores aspirações de cada ser humano, pelo menos deveria estar entre os propósitos mais relevantes.

O gerenciamento do medo não inclui somente a luta contra os mais conhecidos estímulos ou agentes causadores de fobias tais como: a dor acompanhada do alívio, a pena e sua contrapartida o consolo, a morte com a resignação, os mortos com a superstição, as doenças, mas não os doentes, a solidão seguida da procura incessante de companhia, a própria vida como tal passando pelos conflitos bélicos e as diferentes catástrofes naturais.

O medo como constante que aflora no nosso proceder. A necessidade de combatê-lo e vencê-lo.

Experimentar medo e as conseqüências quase que inevitáveis dos resultados desta experiência, provocam comportamentos que em muitas ocasiões são motivos para sermos humilhados, desvalorizados e até auto-censurados, enquanto desprezados pela sociedade. O mundo enaltece aos valentes.


Para muitos, este é resultante da evolução do indivíduo. Partindo da base do desconhecimento que tem o recém nascido de quase tudo, também desconhece esta categoria, se considerar o fato de ter consciência plena ou mínima do mesmo, mas o medo também é catalogado de inibição e está comprovado que os fetos têm respostas inibidoras ou o que também se chama de fisionomia medrosa.

Na medida em que começam a sentir dor por ações próprias ou provocadas por elementos externos, como manifestação de proteção, a mensagem de medo, é enviada ao cérebro, mas nem sempre se traduz em mecanismo ativo de defesa ofensiva, geralmente a ordem que recebemos e executamos não é a de enfrentar senão a de recuar.

Administrar os recursos para se posicionar perante o medo, para encorajarmos é em extremo necessário. A questão não é ir e bater de frente contra o agente que o provoca sem antes analisarmos e fazê-lo em condições de desvantagem, senão termos a astúcia e perspicácia necessária, para que com rapidez consigamos juntar as nossas forças e capacidades e irmos ao confronto em um estado de aparente conforto.

Sentir medo é humano, é mais do que humano, é animal.
Os animais sentem mais medo do que as pessoas. Segundo vão se colocando em níveis mais baixos da cadeia alimentícia, esta sensação adquire dimensões mais consideráveis.

O homem, cada vez mais poderoso e dominador do mundo e de todas as espécies, independentemente de que minúsculos vírus e bactérias consigam abatê-lo e extingui-lo, na mesma proporção em que se fortalece, fica paradoxalmente mais vulnerável e medroso.

O crescimento descomunal das grandes cidades, as aberrações mentais de muitos indivíduos, a exacerbação da violência e a impunidade, fazem com que o medo apareça com mais freqüência e intensidade.

Perdemos o controle das nossas próprias invenções, das quais poderemos nos tornar refém e alvo dos ataques. Não faço referência somente a produtos criados em laboratórios, a armamento, etc., senão também a situações do dia-a-dia criadas por nós mesmos, a manipulações que pretendemos fazer, a cenários que ideamos, a estratégias que traçamos e não dão certo e que nos deixam em estados alterados e instáveis, conduzindo mais cedo ou tarde ao medo.

O medo nem sempre impede dar um passo a frente e irmos à luta. Ele pode constituir o motor impulsor das nossas ações. Às vezes enfrentamos, destruímos e até matamos por medo, quando nem sempre o perigo precisava de ser neutralizado mediante a eliminação física.

À semelhança de todos os seres que experimentamos este sentimento, eu também tenho sei lá ou sei cá, os meus medos e não são poucos, comparando com o que geralmente ouço das outras pessoas.

Indiscutivelmente todos mentem, todos ocultam, até por medo e simples instinto de preservação e predisposição a estimular as ações de quem pretende provocar o pânico.

Mas o meu maior pavor é me colocar numa situação que me provoque insegurança, ou seja, o meu maior medo é sentir medo, tenho medo do medo e para isso, me ocupo em evitar determinadas circunstâncias ou as enfrento no meu raciocínio antes de acontecerem, ou seja, vivo num processo intenso e quase que constante de preparação e proteção.

Para vencer ou administrar certos e determinados medos, requere-se de muito autocontrole, de superação, de emocionalmente elevarmos a planos superiores do pensamento e da análise, compreender na medida exata ou próxima dela, o que representa o agente que o provoca.

Quando se apresenta com sua poderosa aliada: a imaginação torna-se quase que invencível. Não podemos fugir daquilo que nós mesmos temos criado, do que só existe nas nossas cabeças, daí as distorções que fazemos dos poderes dos outros, da nossa incapacidade para enfrentar alguém, do por que alguns temem tanto dos mortos, quando realmente estes são inofensivos e não conseguem no plano físico executar qualquer ação.

O mesmo poderia dizer dos fantasmas que até agora ninguém conseguiu demonstrar sua real existência, mas dão lugar a dúvidas, presságios, suspeitas e finalmente temores.

Você sabia que é possível ter medo e não senti-lo? Mas este enunciado não funcionaria ao contrário, em hipótese alguma, não é possível sentir medo sem tê-lo.

O sofrimento é a cobertura ideal do medo, mas este pode ser evitado com só observar algumas simples normas de conduta, as que não podem ser impostas senão que devem ser criadas e adotadas por cada um de maneira voluntária, na medida em que as ações e experiências te demonstrem a verdadeira dimensão dos fatos e motivos para termos medo.

As pessoas cada vez mais se interessam em entender e estudar o mundo em que vivem chegando a ter uma visão aceitável do entorno, mas inacreditavelmente cada dia têm menos referências do seu próprio universo pessoal, em outras palavras, não se conhecem a si mesmas.

O auto-conhecimento evita extrapolar e "sobre" ou "sub" dimensionar a tua posição perante o ambiente e as diversas situações a resolver. Isto tem seus motivos: a velocidade em que a vida transcorre, a dinâmica com que os processos acontecem, as variações das situações que temos que enfrentar.

O medo tem diferentes disfarces que vão desde os mais leves como a modéstia (auto-limitação voluntária das ambições para não entrar em conflitos e passar inadvertido, não ser foco e objeto a destruir), a prudência (com a por vezes excessiva e nociva cautela) e a preocupação (com sua elevada dose de angustia), até outros que trataremos a seguir.

Dentre as camuflagens mais comuns do medo usadas pelos humanos temos:

- A timidez: companheira inseparável e permanente do sofrimento. É o pavor ante o fracasso ou o ridículo nas relações ou no caminho para o sucesso e a realização. Confundir timidez com ingenuidade é muito comum, mas é errado. Pessoas tímidas sabem bem o que querem. Tímidos, desejam sim, serem reconhecidos e tidos em consideração.

- A meticulosidade: a obsessão, o exagero por deixar tudo bem claro, no seu lugar, em preto e branco escondendo um pequeno covarde que tem medos e quer paralisar os outros, com atitude com requintes de agressividade e solvência. O anseio da perfeição que na prática quase nunca alcança. Esse indivíduo entorpece o curso natural dos acontecimentos e realiza uma ação negativa e destrutiva do seu ambiente.

-O pessimismo: É a personificação da covardia escondida por trás de inúmeras justificativas e razões. Costuma convidar a tristeza para lhe fazer companhia. Ele quer conquistar alguma coisa, mas não se atreve a lutar por ela. Por esta razão, os pessimistas devem ser alocados em funções associadas com a execução dos trabalhos, sem intervir em decisões, sem necessidade de enxergarem e se preocuparem diretamente com as metas e os objetivos.

-O ceticismo: Partimos da base de que a vida não é sempre o que achamos que é. Pode ser e de fato é o resultado da nossa idealização e de quanto conseguimos enfeitar a realidade, sendo esta a razão pela qual não é assimilada e assumida por todos de igual forma. Assim o cético acredita em não acreditar, valoriza a desvalorização, glorifica a anulação, é o culto do nada. Consegue até plantar a dúvida sobre a sua própria existência e a necessidade de continuar neste plano. Tem medo de viver.

Há outras máscaras menos comuns, tais como:

- O aborrecimento: os aborrecidos têm geralmente medo de si próprio, de ficarem sozinhos, de terem que enfrentar a si mesmos, o que requer de muita serenidade e auto-conhecimento para vencer estes momentos.

- A vaidade: Esconde um medroso que tenta não sê-lo. Se as agencia para se reafirmar, para não se sentir inseguro. Precisa se auto-convencer e convencer aos demais de que é melhor estando consciente ou com dúvidas de que não o é. Vaidade e orgulho não são a mesma coisa, mesmo que a segunda possa ser um degrau acima na corrida dos vaidosos.

- A hipocrisia: o hipócrita preserva uma linha de conduta orientada a ganhar a confiança de quem se teme ao tempo que se odeia. Vive em perene angustia por albergar esta dualidade de sentimentos. Ë pobreza de espírito. É fingido e dissimulado. Dificilmente consiga deixar de ser assim.

- E finalmente a mentira, que é a arma mais comum dos hipócritas, mas também dos que não o são. Costuma em ocasiões ser tolerada e entendida por quem a sofreu. A prática indiscriminada pode nos conduzir a um círculo vicioso, sem saída, de incalculáveis efeitos negativos, onde uma mentira só serve para solapar a outra e para ocultar o medo ao surgimento da verdade.

Estas características que foram acima citadas e analisadas convertem-se em problemas quando se manifestam em grau superlativo. É comum apresentarmos um pouco de cada uma ou de algumas, em dependência das circunstâncias, mas fazermos apologia de qualquer uma delas, deverá se chamar à reflexão e a mudança urgente de comportamento.

Estamos falando de medos e não de fobias. Estas últimas constituem patologias e o tratamento é químico e diferente.

Contra o medo podemos lutar e podemos dominá-lo. Para isto recomenda-se seguir as seguintes etapas:

1.- Tirar a máscara, o disfarce para podermos identificar o objeto e descobrir a verdadeira motivação do medo a combater. Reconheço que não é tarefa fácil definir a quê temos medo e muito menos ainda concluir o porquê temos medo. Para superar esta fase devemos fazer uma observação neutra e criteriosa da situação. Saia de si e olhe o seu comportamento desde fora. Ao tempo que analisa os outros, use a mesma escala de valores para se analisar a si mesmo.

2.- Dedique-se a reunir e selecionar as armas que usará para lutar e vencer a este real inimigo, depois chamamos à guerra, ao combate. Lembre-se que a escolha das armas dependerá da circunstância e da envergadura do contrário. Estes recursos dever-se-ão comportar como facas de dois gumes, por um lado atacarão com a razão tentando atingir o núcleo explícito do agente provocador do medo e pelo outro lado atuará a inteligência, a capacidade de desorientar e desvirtuar as intenções do adversário. As armas podem ser remédios indicados por um especialista, a ajuda de amigos e familiares, e acima de tudo: você.

3.- Analisar o porquê ficamos refém e vulneráveis ao medo. Dedicarmos a corrigir nossos erros e falhas de modo a fortalecermos de maneira sustentável e evitar que ele, o medo, retorne e nos possua. Ajustar e reajustar conceitos e esquemas de conduta.

De cabeça quente nunca conseguiríamos fazer um juízo assertivo de uma situação. Esta não é tarefa de um dia e se puder se acompanhar de um especialista, de um psicólogo, provavelmente o caminho para o alcance dos objetivos se encurtará, facilitará e será menos traumático, mas fique atento: a falta de escrúpulos de certos maus profissionais fará com que eles virem a droga e você se torne o eterno dependente.

É bom saber que você venceu certos medos e melhor ainda que se livrou de certos penosos disfarces.

Lute contra os medos, proponha-se acabar com eles, ocupe-se em vencê-los, já que tendem a crescer e se desenvolver como tudo nesta vida. Temos que intervir no nosso próprio destino e lutar, se necessário, contra o nosso temperamento, até esculpirmos com muito esforço e perseverança, uma personalidade superior.

Confesso que tive muito medo para me decidir a escrever sobre este assunto e muito mais para publicá-lo. Tinha medo de ser mal interpretado, de ser cruelmente criticado, de expor de mais o meu Eu interior, mas me documentei, organizei as minhas idéias e vivências, e o melhor de todo, venci o medo.

sábado, 6 de novembro de 2010

Foto: Madri. Espanha.

Na Espanha tive a oportunidade de me aproximar mais da obra de Eugenio Salvador Dalí, Sempre admirei sua arte. Entendi mais um pouco sobre aquela incógnita de descobrir onde acabava o louco e onde começava o Gênio. Simplesmente um Gênio-Louco.

Hoje, tenho a certeza de que para nós que falamos português, há dois singulares erros no nome do Dalí. Um de grafia e outro de pleonasma. O nome dele deveu ter sido somente Gênio porque o Eu é redundante. Os gênios já nascem como tais.

Para muitos Eugenio nunca formou parte da lista dos nomes do artista mouro-catalão, é só uma invenção de Mecano, que brincou com a imaginação e a criatividade que lhes caracterizava.

Nesta foto encontro-me perto do Ponto Zero da cidade de Madri.

Vi a Cibeles a Chorar, sentei à sombra de um leão com a minha eterna namorada , -não quero namorar mais ninguém- e conheci até uma Dona Manolita inesquecível, que fez meus dias mais felizes naquela cidade, tão distante do mar (obrigado Chico).

Experimentei aquilo que tanto me intrigou durante anos na música de Joaquin Sabina, que a Ana Belén cantava com a mesma paixão com que a Gunila interpretava "Vida" e com a mesma ternura que a Laugart entoava “Ni un ya no estás”.

É lamentável que esta última tenha adquirido tanta vulgaridade no Norte, que primeiro tentou nos roubar o “Son” como dizem por ai, depois atacou a canção e nos roubaram a Xiomara, mas ela não é de lugar nenhum, é do mundo.

Mensagem: Eu e todos os teus seguidores temos um encontro marcado contigo no Teatro Nacional da Havana, para que nos deleite, para que nos impacte com tua voz, como só você sabe fazer.

Quê coragem Cucú Diamantes! Pretender dividir um palco com esse ser do além. O palco é dela, é o lugar para A Voz, é o lugar para a Laugart. Você só poderia ficar na platéia aplaudindo-a e venerando-a.

Com a Xiomara acontece o mesmo que com a Betânia e um grupo reduzido de seletas e geniais intérpretes, que sem serem compositoras, nem as originais cantoras de uma determinada composição musical, toda vez que se decidem por uma interpretação, mudam a história da citada música. A partir desse momento, haverá um antes e um depois, no qual outros cantores medem-se para cantá-la novamente ou costumam pedir licença.

Ai está vendo passar o tempo: A Porta de Alcalá.

Pena que junto com tanta beleza e proximidade cultural, reparei em facilmente perceptíveis certos flagelos lamentáveis da humanidade, de seres que acham que a cor e a procedência são credenciais, que me fizeram ficar tão longe, quanto já tinha sido advertido. Não posso dizer que seja uma questão institucional, porque não tenho elementos, senão de nação terrível e hipocritamente dividida. E de seres inferiores e diminuídos. Eu não o padeci explicitamente, mas implicitamente estava bem latente.

A Praça de Touros. Com o fim da carnificina, quando a lei chegar a Madri, este lugar se converterá em quê?

Madri, e a Espanha como um todo, é um lugar ideal para turismo. Agora!, para viver e crescer, sem ter nascido espanhol, não acredito que o seja, nem o aconselho. Sempre sentirá a sensação de que não se chegou até onde devia e nunca se sentirá pleno, nunca terá o prazer desbordante que eu tive de cantar deste lado do mundo, junto com o Ivan Lins: “Aqui é o meu país”


Aqui estou  num dos lugares mais simbólicos e representativos da cidade: La Plaza Mayor.

Acabou que falei mais de outros assuntos do que de Espanha propriamente dito, mas é que o “comportamento” de uma parcela dos seus habitantes me decepcionou tanto, o achei tão de pessoas inferiores, que perdi o tesão e a vontade de fazer referências nacionais.

As coisas das quais falei, para mim, são bem mais importantes, interessantes e valiosas.

De que vale um lindo país com pessoas com pontos tão feios na alma? Ainda bem que não são todos.

Pese a todo, acredito que há muito para descobrir no país dos pioneiros em descobrimentos na era moderna ao tempo que responsáveis, pela destruição das culturas pré-colombianas, pelo saqueio indiscriminado do Novo Mundo, pela monstruosa instauração da escravidão e tráfego animalesco de SERES HUMANOS negros. Ao menos uma considerável fatia desta barbárie, penosamente lhes pertence. Mas, que mais poderia se esperar? Ainda bem que não foram todos.

Vale a pena apreciar a decoração desta porta. É Show!!!

Todos clamam porque o mundo, a Igreja Católica, etc., peçam perdão aos judeus pelo holocausto e eu o aprovo, mas quando se pedirá perdão a todo um continente e a toda uma raça, pelo racismo, pela segregação, pela humilhação, pelo desprezo?

Se alguém não gostou de algumas coisas que aqui leu, infelizmente, eu também não gostei de algumas coisas que lá vi e que para ser justo, não é privilégio só deles.

É a minha opinião Negra. É o meu direito Negro.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Refletindo (2)

As pessoas costumam dizer: “se melhorar, estraga”. Eu sou adepto de uma pequena convicção, a de que vamos fazer para que as coisas melhorem, sem sombras de estragarem. Andando sem excessos, podemos considerar que não há obra humana que não possa ser superada.

Para pessoas com comportamentos animalescos, é recomendável perguntar se elas possuem carteira de identidade e transmitir a dúvida, sobre se animais também têm o mesmo cadastro dos seres humanos.

Cansei de padecer e sofrer por FDP, de pecar por muita modéstia, de ser comedido em extremo e deixar os maus, pícaros e astutos, se subirem em cima de mim. Propus-me ser um justiceiro por mim e por todos os do bem que foram ultrajados, vilipendiados e estiveram acompanhados durante muito tempo das suas vidas, por aquela adaga como a de Dâmocles, prestes a perfurar as suas cabeças.

Redenção sem rancor, não há espaços para malvadeza, para repetir os erros que tanto mal nos fizeram, são os tempos de construir, de reparar, de avançar.

Que bom! Eu posso contar comigo mesmo.

Parece que estou revoltado, mas não é exatamente isso, estou é com o estômago revirado de tanto rir.

Eles estão pagando. Eu estou vendo e confesso que não consigo não sentir dor ao ver o quanto estão sofrendo, é a minha essência humana, mas o que lhes pertence, está guardado, eles vão pagar, eles têm que pagar, elês terão que aprender!

Estes sujeitos indesejáveis dividem-se em dois grupos:

- Os que têm que sofrer em carne própria as mesmas coisas que fazem para os outros e assim aprenderem, ao menos durante o tempo efetivo da dor.

- Os que têm um comportamento um pouco mais pro ativo, ou seja, tomam iniciativa de se abster e proteger porque conseguem prever que as situações perigam para eles, mas assim que o perigo passa, arremetem novamente.

Dos dois, temos que nos afastar, manter distância.

Não brinca comigo, que eu te posso presentear com uma surpresa não muito agradável.

Vai procurar sua turma, seu infeliz, enquanto tiver tempo.

E não é que tudo está saindo do jeito que planejei?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Refletindo (1)

Hoje falando com um dos tantos chefes que todos temos, constatei mais uma vez que este problema encoberto da discriminação, da xenofobia, do semitismo, do “panelismo” confundido propositalmente com equipe coesa, etc., estão latentes em todo quanto é canto, em maior ou menor proporção e desta situação não escapam nem os pálidos europeus, nem os amarelos asiáticos, nem os mestiços latinos, nem incrivelmente os países africanos.

Os anos, a experiência, os poucos cabelos brancos que tenho são suficientes para prever quando esta situação é iminente. O meu aguçado senso de auto-proteção, me fez avistar o presente, no passado quando o conheci.

Nunca faria parte dessa turma. Além de não ter o “porte” requerido, não tenho a capacidade de submissão e de me corromper com facilidade.

Não cumprir com o exigido, segundo você, para fazer parte da tua equipe, para mim não constitui um demérito, ao contrário me dignifica, é uma honra. Não gosto de vincular a minha imagem profissional com pessoas non gratas e unanimidades idiotas.

Desistir? NÃO.
Achar que fizemos alguma coisa errada ao virmos ao mundo? JAMAIS.
Ceder e abaixar a cabeça? NUNCA

Pese a todo o que aprendi, reconheço veementemente que não foi bom enquanto durou, foi simplesmente péssimo. Negligenciei pessoas valiosas e grandes conquistas. Deixei de me dedicar a assuntos e atividades que me proporcionavam prazer e crescimento como ser humano. O meu comprometimento me fez ficar obcecado por uma quimera. Ao final não obtive o reconhecimento que merecia. Não terei nem o prazer de ver e desfrutar dos resultados do meu esforço.

Enrolei-me numa macabra estupidece, num celeiro de nojentas experiências e pessoas, das quais ter me mantido longe, teria o mesmo preço do aumento salarial que recebi, nenhum. Pelo menos o dinheiro, alguma coisa teria compensado, mas a falta dele, daquele, me faz mais parecido com Lino, com o ideal e os valores que estas 04 letras, para mim representam.

Felicidade Total!!!! Hoje me sinto melhor. Sei que sou melhor. Sei que serei melhor.

Quê alívio! Já recuperei o meu sorriso, a minha tranqüilidade, a minha paz interior.

Sempre me propus com o meu proceder, afastar de mim o que não prestava, os que perdem o seu tempo com misérias, preconceitos, egos mal resolvidos e temporariamente tive que me policiar. Hoje não preciso mais. Sou feliz.

O slogan não seria: Vão ter que me engolir, porque este não é o meu propósito, senão: Vão ter que reconhecer.

Mais um com achômetro descompensado.

Ele se acha muito esperto, malandro, conhecedor, astuto, inteligente, articulador, estrategista, fodão, TDB.

A mentira tem perna curta e tua altura e o comprimento da tua perna não serão suficientes para impedir que a realidade seja desvendada.

Veremos quem que é o impostor, seu mentiroso de boca cheia.

Abre o olho seu jactancioso!

Já têm vários na tua cola e se pensa que está enganando alguém, o enganado está sendo você.

Seu babaca, você não engana ninguém.

domingo, 24 de outubro de 2010

Foto: Topo do Mundo. Serra da Moeda. Perto de Belo Horizonte.

Com certeza, este não é nem remotamente o lugar mais alto da região e muito menos do mundo, mas a sensação de espaço, de liberdade, de abrangência que se experimenta é inaudita.


Daqui, facilmente consigo enxergar o Pico de uma montanha, símbolo da mineração onde fiz o meu primeiro projeto em campo dentro do Brasil.

Lá eu conheci desde um “louco” que me proporcionou uma viagem estupenda, cheia de peripécias que culminou no Carnaval de Salvador, também na localidade da mineração (Itabirito) fiz entranháveis amigos, topei com um maluco enlouquecido e hipnotizado com a música de Bon Jovi, até que tive a sorte de conhecer a pessoa com o maior senso de justiça dos todos os seres com que já me relacionei na minha vida.

Anos mais tarde, numa estrada da sua querida Bahia, Deus decidiu que a sua missão na Terra, entre os mortais, teria chegado ao fim e o levou consigo para o descanso eterno. Ficou conosco uma extrema saudade (por momentos me parece escutá-lo) e uma infinita tristeza (obrigado Manu Chao).

sábado, 23 de outubro de 2010

Foto: Bruxelas. Bruggs. Bélgica.

Quando as pessoas viajam, geralmente procuram se informar, para saber quais são os lugares de interesse turísticos ou importantes da cidade, para visitá-los e se levar uma idéia do mais representativo do lugar.

Sempre digo que para mim, nenhuma experiência supera a de apreciar o comportamento da sua gente, o contato com elas (quando é possível), os costumes assim como as obras que simbolizam a região.

Num momento determinado nos perguntamos se alguém conhecia ou tinha ouvido falar de alguma coisa legal em Bruxelas e eu sabia do Atomium, mas para não entrar em detalhes e cansar com as explicações, comentei que era uma estrutura gigantesca cheia das bolas. Todos riram, mas ficou a curiosidade por conhecê-lo.

Eis aqui o lugar conhecido por alguns como o monumento ao átomo e por muitos outros como o monumento à molécula, mas com certeza se você se referir a esta obra como o monumento das bolas, todo o mundo saberá para onde você quer ir.


Aqui também tem esses comuns ônibus de dois andares para turista ver, ou seja, para os turistas apreciarem num city tour, os lugares mais significativos do centro da cidade.

Nesta cidade acontecem eventos interessantes ao ar livre, como o famoso carnaval de rua, que em nada parece com as nossas manifestações, é mais expressão corporal e evoluções do que sonoras, mas o povo capricha e fica muito feliz, participando dos diferentes blocos.

Há um famoso festival de Jazz, com praças ao ar livre, onde já se apresentaram os mais famosos expoentes desta manifestação artística no mundo. Curiosamente, há várias afamadas cantoras brasileiras, - ilustres desconhecidas no nosso país -, fabulosas intérpretes de jazz e de outros estilos, que já subiram nestes palcos e costumam ser em dias a atração mais esperada. Todos lembram sempre as memoráveis incursões de Bebel Gilberto, por exemplo. Ainda bem que esta maravilha de voz nos é familiar.



Este é o lugar mais famoso da cidade, o Manneken Pis Fountain, o Menino Mijão. Uma singular fonte com um bonequinho, disposta entre estreitas ruas, onde os turistas se esbarram constantemente. Aqui bater uma foto sem companhia não desejada, é quase uma proeza. Praticamente o consegui, aliás, eu não, senão o colega que bateu a foto.

Neste dia, como nos outros, esteve chovendo, fazia frio e lembro que atravessamos a rua e disputamos uma mesa num dos restaurantes da redondeza para comer o prato típico de turistas e jovens na Europa: um sanduba grego ou quando mais um kebab.




Esta foto foi tomada na praça central da linda cidade de Bruggs, mais para a parte setentrional do país e conhecida por muitos como a Veneza do Norte, que também poderia ser Amsterdã ou St Petersburg, ou até algumas cidades da Suécia ou da Noruega.

É um formigueiro de turistas para apreciar a beleza dos seus passeios pelos canais, onde sempre te mostram a menor janela do mundo, que foi colocada numa construção de há vários séculos, suas imponentes igrejas de vários estilos e denominações e não poderia faltar a avalanche de souvenirs explorando a qualidade ímpar do chocolate belga. Trouxe para os meus filhos e para minha esposa (mesmo estando de regime, não se conteve perante a tentação, cá entre nós, por que as mulheres sempre estão de regime?) e disseram que era realmente diferente e gostoso aquele que ainda é feito de maneira artesanal e que não conquistou o mundo todo.

Aqui não se fala muito francês e a língua é complicada. Isto me faz lembrar de uma popular frase de Mano Brown, num dos seus raps, ele faz referência a pessoas de povos distantes, neste caso ele disse: “Chinês e australiano, fala feio e mora longe”.

Gente: fazia muito frio, ventava fortemente, aquele passeio pelos canais por momentos tornava-se um suplício com aquelas águas esfumaçadas.

Se forem até a Bélgica, não deixem de dar um pulinho por esta cidade. Com certeza os belgas não te deixaram ir sem antes visitar este precioso lugar, que os enche de orgulho.

Fui embora do país e só fiquei com uma pequena decepção, ninguém sabia nada sobre Hercule Poirot.